Domingo, dia 26 de julho, é dia de São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria e avós de Jesus. Por isso, a Igreja celebra nesta data o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.
As
necessidades de uma pessoa mudam conforme a etapa da vida em que ela está. Ao
envelhecer, aumenta a necessidade dos cuidados com a saúde, alimentação,
higiene e afeto de uma pessoa. As aposentadorias têm ficado precárias e o custo
dos cuidados com a saúde e o acompanhamento – no caso de ter que pagar cuidadoras
– só aumenta. Há quem precise interromper seu trabalho profissional para dar
conta de cuidar de um familiar idoso. O drama financeiro é complexo. Mas ele
não é o mais complexo.
São
inúmeras as situações de pessoas bem cuidadas, rodeadas de carinho, afeto e
presença dos seus quando se tornam idosas e dependentes. Há filhos, netos,
amigos, profissionais que são exemplos de cuidado integral à pessoa idosa. Há,
por outro lado, uma crescente estatística de abandono. Abandonar uma pessoa
idosa é crime. Ano a ano as denúncias se multiplicam. Pensemos na dor da pessoa
que percebe, no final da vida, que foi abandonada.
O
Papa Leão XIV afirma que devemos estimular a todos, particularmente os mais
jovens, a retomarem o bom hábito de visitar os próprios avós, os idosos da
família e também aqueles que não recebem nenhuma visita. A cultura digital multiplica as conexões e
oferece novas possibilidades de encontro; mas uma nada substitui o encontro
pessoal.
Nas
Missas do próximo sábado e domingo vamos rezar especialmente pelos avós e
idosos. Se tiveres a possibilidade de levar alguém para a Missa, será um grande
ato de caridade. E pensa nos idosos que tu conheces e que deves visitar,
acompanhar. Busquemos inspiração na profecia de Isaías. Ele garante que Deus
nunca se esquecerá de nós (Is 49,15). As pessoas podem esquecer-se umas das
outras, mas Deus não; Ele nunca se esquecerá de ti!
Pe. Eduardo Luis Haas
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